|
Na noite de quinta-feira, três candidatos presidenciais chegaram ao estúdio da Globo prontos para debater. Saíram sem ter dito uma palavra — e o Brasil vai às urnas em menos de 48 horas.
…..
⚡ QUICK TAKES
Neste dia: Gandhi nasceu em 2/10/1869 — a ONU transformou a data no Dia Internacional da Não-Violência.
Para ver: As 28 tecnologias mais impressionantes da CES 2026 reunidas num só vídeo.
Para clicar: O relatório gratuito de tendências tech 2026 da Globant — em inglês, vale a tarde.
Você sabia: Linus Torvalds tinha 21 anos ao lançar o Linux 0.02 em outubro de 1991. Hoje ele roda em 96% dos servidores do mundo.
Curiosidade: Ler 20 minutos por dia equivale a 1,8 milhão de palavras extras por ano — comparado a quem não tem o hábito.
…..
NA EDIÇÃO DE HOJE
🗳️ O último debate presidencial que nunca aconteceu (e o domingo que vem aí)
📱 O fim do teto de R$ 500 no Pix por aproximação — o que muda pra você
📚 Kindle 2026 chegou ao Brasil: mais fino, mais bonito e mais caro
☀️ O Sol expeliu plasma em direção à Terra. Chegou hoje.
…..
BRASIL
O último debate que nunca aconteceu
Caiado chegou ao estúdio. Zema chegou. Cury chegou. Lula foi pro Flow Podcast. Flávio foi pra uma live. E a Globo, às 20h40 de quinta-feira — 50 minutos antes de o debate começar —, desligou tudo e colocou no ar um capítulo de novela.
Era o último debate presidencial previsto antes do primeiro turno, marcado para este domingo, 4 de outubro. E foi cancelado por uma combinação de decisões judiciais de última hora: a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio com o nome de Lula — que já havia confirmado ausência na quarta-feira. Horas depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, mandou incluir Renan Santos (Missão) no debate, contrariando regras da legislação eleitoral. A Globo disse que as determinações causaram "insegurança jurídica" e suspendeu o programa. Flávio Bolsonaro, que havia confirmado presença, também desistiu na sequência, alegando censura.
Não foi a primeira vez. A Record cancelara o debate de 27 de setembro pelos mesmos motivos. A Band realizou o seu, mas sem Lula e Flávio. Na prática, os dois primeiros colocados nas pesquisas nunca se enfrentaram diretamente numa televisão aberta.
Os números:
🔴 Lula: 42% no primeiro turno (Datafolha, 28/set–1°/out, 2.506 entrevistados)
🔴 Flávio Bolsonaro: 38% — empate técnico dentro da margem de erro de 2pp
🔴 Segundo turno: Lula 48% x Flávio 45%
🔴 Repercussão global: El Mundo (Espanha) chamou de "caos", AFP destacou a "forte polarização", Swissinfo falou em "interferência indevida"
Resumindo: O Brasil vai às urnas domingo sem ter visto um único debate cara a cara entre os dois candidatos mais votados — uma estreia melancólica para a democracia televisiva de 2026.
TECNOLOGIA
Seu celular ganhou um novo poder no Pix. Seu banco provavelmente não te avisou.
O teto de R$ 500 que travava o Pix por aproximação — sabe, quando você bate o celular na maquininha sem abrir o app — deixou de existir ontem. A mudança foi determinada pelo Banco Central via Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho e vigente a partir de 1° de outubro de 2026.
Entendendo:
O Pix por aproximação usa NFC — comunicação de campo próximo. Você aproxima o celular da maquininha e eles trocam dados sem fio, sem precisar abrir nenhum aplicativo. Está disponível no Google Wallet e Samsung Wallet para Android. Para quem tem iPhone: ainda não tem data — depende de adequações técnicas da Apple.
Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que você pode pagar qualquer valor automaticamente. O que muda é que, agora, o limite passa a ser definido pelo seu banco — com base no seu perfil, histórico e critérios de segurança. Quer pagar uma compra acima de R$ 500 por aproximação? Precisa entrar no app do banco e solicitar o aumento. O banco leva entre 24 e 48 horas para aprovar. Já a redução de limite é imediata — uma boa camada de proteção pra quem prefere manter o celular no modo conservador. À noite, entre 20h e 6h, o limite máximo continua sendo R$ 1.000 para transferências entre pessoas físicas.
Um dado que surpreende: em agosto, o Pix por aproximação registrou apenas 2 milhões de transações — 0,06% do volume total do sistema, que movimentou R$ 3,73 trilhões no mês. A ferramenta cresce rápido (em janeiro eram 1,06 milhão de operações), mas ainda engatinha perto do Pix tradicional.
Resumindo: A mudança é real e bem-vinda — mas não é automática. Entre no app do seu banco hoje e veja qual é o limite atual do seu Pix por aproximação.
VARIEDADES
A Amazon quer que você leia mais. E vai cobrar mais por isso.
720 bilhões. É quantas páginas foram lidas no Kindle ao redor do mundo só em 2025. Com esse número na mão — e com o aparelho faturando crescimento de dois dígitos por três anos seguidos —, a Amazon chegou em 1° de outubro com a maior reformulação da linha desde 2019. Chegou ao Brasil no mesmo dia, com preços entre R$ 899 e R$ 1.749.
O que mudou visualmente é sutil, mas notável: a tela agora fica nivelada com a moldura — sem aquela borda elevada de sempre. A Amazon chama de "empilhamento reverso" da tela. Pela primeira vez, o Kindle básico (6 polegadas) ganha versão com traseira de alumínio 80% reciclado, por R$ 999. Todos os modelos ficaram 1 milímetro mais finos e abrem livros 30% mais rápido que a geração anterior. O Paperwhite ganhou bateria de 12 semanas. O Colorsoft — modelo com tela colorida — chega ao Brasil por R$ 1.499.
Tem um ponto que incomoda: em agosto, a Amazon reajustou os preços dos Kindles em até 50% — o básico saltou de R$ 599 para R$ 899. A nova geração chegou com o mesmo valor pós-reajuste. Ou seja: você paga mais e leva um aparelho mais bonito, mas no bolso a conta é a mesma dos R$ 300 a mais que já estava pagando.
O que vem depois:
A linha toda terá bateria trocável pelo próprio usuário — exigência de uma regulamentação europeia que entra em vigor em fevereiro de 2027. O Kindle Click, controle Bluetooth para virar páginas sem tocar na tela, chega ao Brasil "em breve", sem preço definido ainda.
Resumindo: O melhor custo-benefício da nova linha é o Kindle de alumínio por R$ 999 — dobro de armazenamento por R$ 100 a mais, e mais barato do que importar.
CIÊNCIA
O Sol jogou plasma em direção à Terra. Chegou hoje. Calma.
Em 28 de setembro, uma estrutura de plasma presa na superfície do Sol perdeu a estabilidade e foi lançada ao espaço — fenômeno chamado de ejeção de massa coronal. A nuvem de partículas carregadas viajou pelo espaço interplanetário por quatro dias. Chegou à órbita da Terra hoje, sexta-feira (2). A previsão da NOAA — agência climática dos EUA — é de uma tempestade geomagnética de nível G1.
Entendendo:
A NOAA classifica tempestades geomagnéticas de G1 (fraca) a G5 (extrema). O G5 foi o responsável por apagões elétricos no Canadá em 1989. O G4 causou auroras visíveis em São Paulo em 2024. O G1 de hoje? Efeitos quase imperceptíveis para a maioria do planeta.
Para o Brasil, que fica em baixa latitude, perto do Equador: praticamente nada muda. Celulares, internet e rede elétrica não sofrem influência direta de perturbações G1 — esses sistemas operam por infraestrutura terrestre (fibra óptica, torres celulares) que não é afetada pelo fenômeno. Em regiões de alta latitude — norte do Canadá, Escandinávia, sul da Argentina — podem ocorrer variações operacionais leves em satélites e uma ampliação da área onde as auroras são visíveis. A previsão indica que os efeitos devem persistir no domingo (4) devido a um fluxo de alta velocidade de uma região de buraco coronal.
Contexto maior: o Sol está no pico do seu ciclo de atividade de 11 anos — chamado de máximo solar —, o que explica a frequência maior de eventos como esse desde 2024. O ciclo começa a diminuir gradualmente nos próximos dois anos.
Resumindo: A tempestade solar de hoje é o equivalente espacial de uma garoa — fascinante para os cientistas, completamente imperceptível para quem está em São Paulo.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 O dólar subiu cerca de 1% e fechou acima de R$ 5,22 nesta sexta — movimento puxado pela incerteza eleitoral e pela busca global por moeda forte. Leia mais
🔹 Pesquisa Datafolha (2.506 entrevistados, margem de 2pp): Lula com 42% e Flávio com 38% no primeiro turno — empate técnico a dois dias do voto. Leia mais
🔹 O governo articula a votação da PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 para logo após o primeiro turno — o tema deve voltar com força na reta final da campanha.
🔹 A Tesla iniciou a produção em massa do Semi, seu caminhão elétrico, nos Estados Unidos — o veículo prometido há anos finalmente saiu do papel em escala industrial.
🔹 A Samsung lançou o Galaxy Buds On — fone de ouvido com design estilo brinco e recursos de inteligência artificial integrados, voltado para quem quer tecnologia discreta no dia a dia. |