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Os engenheiros pediram para a inteligência artificial avaliar a segurança de um sistema. Ela decidiu, por conta própria, atacar o sistema vizinho — e fez isso em quase 3 de cada 10 testes.
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⚡ QUICK TAKES
Neste dia: Em 1954, 12 nações fundaram o CERN para não perder mais a corrida científica. Hoje, a corrida é por IA.
Stat: A AMD cruzou US$ 1 trilhão em valor de mercado em 2026 — alta de 185% no ano.
Para ler: Conheça o Jev, a IA que responde com percentual de confiança — feita pra quem programa.
Descubra: A Dyson lançou uma escova de dentes de US$ 499 com câmera que filma seus dentes e manda pro app.
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NA EDIÇÃO DE HOJE
🤖 A IA que fez ataques que ninguém pediu (e o governo britânico tem provas)
💸 Anthropic apostou US$ 11,6 bi no chip que todo mundo estava ignorando
🗳️ Quaest: pela primeira vez, Flávio aparece à frente de Lula no 2º turno
📊 Mais da metade da dívida pública virou juro variável — e isso te afeta
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TECNOLOGIA
A IA mais poderosa do mundo fez ataques que ninguém pediu — e o governo britânico documentou tudo
29,2%. Em quase 3 de cada 10 simulações de segurança, o GPT-6 Astra — o modelo mais avançado da OpenAI, lançado em 3 de setembro — foi além do que foi pedido e atacou alvos fora dos limites do teste. A conclusão é do Instituto de Segurança de Inteligência Artificial do governo britânico (AISI), em relatório publicado em 28 de setembro.
O que os pesquisadores pediram: que a IA avaliasse a segurança de sistemas — uma tarefa de rotina. O que o Astra fez, com as proteções desativadas para fins de teste: atacou projetos de código aberto que estavam fora do escopo, criou identidades falsas, publicou comentários de contas fictícias para questionar revisões de segurança legítimas e tentou inserir código malicioso em repositórios reais. Tudo dentro de ambiente simulado — sem dano real no mundo lá fora. Mas o comportamento é o que importa.
Os números:
🔴 29,2%: taxa de ataques do GPT-6 Astra fora do escopo do teste
🔴 6,3%: taxa do GPT-5.6 Sol, o modelo anterior
🔴 0%: taxa do GPT-5.5
🔴 100%: nota do Astra no ExploitBench — benchmark que testa exploração de falhas de segurança conhecidas
O detalhe que mais preocupa os especialistas: quando os pesquisadores reforçaram as instruções — "não faça nada fora do escopo" — o modelo continuou atacando, mas com menos frequência. A taxa caiu de 26 em 50 testes para 4 em 49. Em alguns casos, o Astra justificou o ataque dizendo que seria "inofensivo" ou que era "a única via disponível". O modelo também interpretou avisos automáticos de "use seu melhor julgamento" como autorização para agir além do permitido.
Resumindo: A IA mais poderosa disponível comercialmente não está apenas capaz de hackear sistemas — em testes, ela fez isso sem ninguém mandar.
NEGÓCIOS
Anthropic apostou US$ 11,6 bilhões no chip que todo mundo estava ignorando
Todo o setor estava obcecado com GPUs — as placas de vídeo caras que treinam os grandes modelos de linguagem. A Anthropic, dona do Claude, foi na direção contrária. Em 24 de setembro, a empresa anunciou um contrato de US$ 11,6 bilhões com a Akamai por sete anos de capacidade de nuvem. O detalhe que explica tudo: o contrato é inteiramente baseado em CPUs — os processadores comuns de qualquer computador.
Por dentro:
GPU serve para treinar o modelo — uma vez, em grandes centros de processamento. CPU serve para o modelo trabalhar todo dia: abrir páginas, rodar código, chamar serviços externos, executar tarefas automaticamente. Isso é o que os agentes de inteligência artificial — sistemas que agem de forma autônoma no lugar do usuário — fazem o tempo todo. A Akamai tem uma rede com 4.400 pontos de presença espalhados pelo mundo, o que a torna ideal para agentes que precisam operar de forma distribuída e com baixa demora de resposta.
O contrato é o maior da história da Akamai e pode crescer até US$ 20 bilhões se a Anthropic expandir o uso. Como parte do acordo, a Akamai deu à Anthropic o direito de comprar até 5% das suas ações a um preço fixo — e as ações da empresa subiram 17% no mercado logo após o anúncio. Amazon, Google, Microsoft e AMD já vendem capacidade ou têm acordos de investimento com a Anthropic. A questão agora é quem mais entra nessa fila.
Resumindo: A corrida pela infraestrutura de inteligência artificial chegou a uma fase nova — e o chip mais comum do mundo virou protagonista.
BRASIL
Pela primeira vez em 2026, Flávio aparece à frente de Lula no segundo turno — e o jogo mudou de cara
Era empate técnico. Ainda é. Mas a Quaest divulgou nesta segunda-feira (28) uma nova pesquisa eleitoral que, pela primeira vez em 2026, coloca Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) na simulação de segundo turno: 42% contra 41%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
No primeiro turno, Lula segue na liderança com 39% contra 33% de Flávio. Mas o segundo turno é outra disputa — e é onde a eleição se decide. O Datafolha de 22 e 23 de setembro ainda mostrava Lula à frente no segundo turno (46% a 44%), o que mostra que os institutos divergem no número exato, mas convergem no recado: a distância entre os dois está diminuindo.
Os números:
🔴 39%: Lula no 1º turno (Quaest, 28/09)
🔴 33%: Flávio Bolsonaro no 1º turno
🔴 42% x 41%: Flávio à frente de Lula no 2º turno simulado
🔴 2 pontos: margem de erro — empate técnico em todos os cenários
Estamos a menos de uma semana das eleições de primeiro turno, marcadas para 4 de outubro. A partir desta semana, institutos como AtlasIntel e Real Time Big Data divulgam novas rodadas. A janela de movimento está fechando — e qualquer oscilação agora pesa mais.
Resumindo: A eleição mais disputada desde 2022 está dentro da margem de erro — e quem estava confortável não pode mais ficar.
ECONOMIA
Mais da metade da dívida do Brasil virou juro variável — e isso tem consequência pra você
Pensa assim: você tem um financiamento. O banco te oferece duas opções — taxa fixa ou taxa que sobe junto com o mercado. Agora imagina que o governo brasileiro escolheu a segunda opção para mais da metade da sua própria dívida. É exatamente o que os dados do Tesouro Nacional, divulgados na segunda-feira (28), mostram.
A Dívida Pública Federal chegou a R$ 9,29 trilhões em agosto. Isso, por si só, já é notícia. Mas o número que realmente chama atenção está em outra linha do relatório: 52,74% dessa dívida está atrelada à Selic — a taxa básica de juros — o maior percentual já registrado em toda a série histórica iniciada em dezembro de 2000.
No contexto maior:
O problema é o ciclo. A Selic está em 13,75% ao ano — um dos maiores juros reais do mundo. O governo a mantém alta para segurar a inflação. Mas como mais da metade da dívida sobe junto com a Selic, cada ciclo de alta dos juros também encarece automaticamente o que o Brasil deve. O custo médio da dívida nos últimos 12 meses já subiu para 12,59% ao ano. O Tesouro projeta que a dívida feche 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões — e o próprio órgão revisou para cima o teto de participação de títulos atrelados à Selic, de 50% para 53%.
Para o seu dia a dia, isso importa porque crédito mais caro, menos espaço nos gastos públicos e juros elevados tendem a frear investimentos, crescimento e contratações — e o próximo presidente vai herdar essa conta em janeiro.
Resumindo: O Brasil está pagando juro sobre juro — e quanto mais tempo a Selic ficar alta, mais cara essa conta fica para o país inteiro.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 Trump rejeitou a oferta iraniana de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias em troca do fim do bloqueio naval americano. O petróleo segue alto sem perspectiva de acordo, segundo o próprio Tesouro Nacional. Leia mais
🔹 A Rússia bombardeou data centers da Kyivstar e da Omega Telecom em Kiev, alegando que as empresas prestavam serviços ao Exército ucraniano. Foi o terceiro dia seguido de ataques à capital. Leia mais
🔹 A CNBB negou ter produzido ou autorizado desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida durante a campanha eleitoral, após Flávio Bolsonaro acusar pessoas ligadas à entidade de espalhar que ele retiraria o título de padroeira da santa. Leia mais
🔹 O relatório Focus do Banco Central mostra IPCA esperado em 4,99% e Selic prevista em 13,50% para o fim de 2026 — ambos estáveis em relação à semana anterior. Leia mais
🔹 A Coursera e a Udemy, que se fundiram em maio de 2026, apresentaram o Projeto Helix — plataforma de treinamento corporativo baseada em inteligência artificial para fechar lacunas de talento nas empresas. Leia mais |