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Daniela Largo, 32 anos, ficou 35 horas soterrada sob os escombros de um hotel em Pereira, na Colômbia. Quando as equipes de resgate finalmente a alcançaram, a mãe dela disse que recebeu a ligação quando já estava perdendo a esperança. Essa cena se repetiu — ou não — em mais de 40 mil famílias naquela semana.
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⚡ QUICK TAKES
Neste dia: 14 ago 1945 — o imperador Hirohito falou ao vivo pelo rádio pela primeira vez na história. Era para anunciar a rendição japonesa, encerrando a 2ª Guerra após seis anos e 70 milhões de mortes.
Para ver: O YouTube resumiu as 28 tecnologias mais impressionantes da CES 2026 em um vídeo de 40 minutos. Vale cada segundo.
Stat: 40%. É a proporção de trabalhadores brasileiros expostos à inteligência artificial — contra 60% em EUA e Reino Unido, segundo estimativa do FMI.
Curiosidade: O eclipse solar total que cruzou a Espanha na quarta-feira (12) foi o primeiro a atravessar o território espanhol em mais de um século. Histórico.
Para ler: A creator economy brasileira gera R$6 bilhões no PIB e emprega 150 mil pessoas — mas a profissão de criador de conteúdo ainda não existe no código de atividades do governo.
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NA EDIÇÃO DE HOJE
🗳️ O segundo turno que o Planalto não queria ver (empate técnico)
🌍 Seis dias de governo, 270 mortos e uma crise sem manual
💼 As vagas de IA triplicaram no Brasil — e puxaram o salário junto
📺 Bilhões no PIB, 150 mil empregos e zero existência oficial
💰 Selic caindo pela 4ª vez, mas 30% da renda vai para dívida velha
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BRASIL
O segundo turno que o Palácio do Planalto não queria ver
1 ponto percentual. É a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira (10), com campo realizado entre 7 e 9 de agosto. Lula com 46%, Flávio com 45%. Dentro da margem de erro de 2 pontos. Empate técnico.
Não é um levantamento isolado. A pesquisa CNT/MDA (5 a 9 de agosto) mostra uma vantagem maior de Lula no primeiro turno — 42,4% a 28,7%, com 13,7 pontos de distância. Já a PoderData (9 a 12 de agosto) coloca Lula em 41% e Flávio em 35% no primeiro turno. E o Futura Inteligência (3 a 7 de agosto) aponta empate técnico no segundo turno também. O padrão que aparece em todos eles: Flávio está ganhando terreno — e a corrida no segundo turno já virou outra história.
Os números:
🔴 BTG/Nexus (2T): Lula 46% × Flávio 45% — dentro da margem de erro.
🔴 CNT/MDA (1T): Lula 42,4% × Flávio 28,7% — 13,7 pontos de vantagem.
🔴 Decisão consolidada: 75% dos eleitores afirmam que seu voto já está tomado — maior índice da série histórica.
🔴 Fidelidade: 83% dos eleitores de Lula e 80% dos de Flávio dizem que não mudam.
A divergência entre os institutos é real — e explica por que todo mundo consegue interpretar a corrida do jeito que quer. Mas o movimento é claro: Flávio foi de 33% para 37% no BTG em um mês. E com 75% do eleitorado já decidido, o campo para convencer é menor do que nunca. O que vai mover esse 1 ponto percentual nos próximos dois meses é a economia — e a Selic ainda está em 14%.
Resumindo: Flávio empatou tecnicamente com Lula no segundo turno — e com 75% do eleitorado já fidelizado, o campo de batalha virou o mesmo 1 ponto percentual que separa os dois.
MUNDO
Seis dias de governo, 273 mortos e uma crise que não está no manual
O presidente Abelardo de la Espriella tomou posse na Colômbia. Seis dias depois, um terremoto de magnitude 7,4 — o mais letal do século no país — sacudiu o departamento de Chocó. Segundo dados oficiais de 13 de agosto, o balanço já ultrapassava 273 mortos, cerca de 3.500 feridos e quase 500 desaparecidos. Mais de 40 mil famílias perderam suas casas.
A tragédia já seria enorme por si só. Mas a resposta do governo transformou o terremoto em um teste político de estreia. De la Espriella declarou emergência econômica — mecanismo que permite criar impostos e alterar o orçamento sem passar pelo Congresso. Ao mesmo tempo, convocou o setor privado: "Esta tragédia não vamos superar sozinhos como governo. Precisamos das empresas para reconstruir a Colômbia."
Por dentro:
A controvérsia virou manchete internacional: segundo relatos de veículos como AFP e CNN, as equipes de resgate aceitas pela Colômbia vieram exclusivamente de governos alinhados ideologicamente ao novo presidente de extrema direita — EUA, El Salvador, Equador e Israel. A chancelaria negou, mas confirmou o padrão nas equipes de resgate. Populações afro e indígenas da costa do Pacífico — em Buenaventura e Quibdó — reclamaram de resposta governamental desigual: sem luz, sem água, eram os próprios cidadãos que cavavam nos escombros.
Resumindo: O terremoto foi a natureza. A resposta foi a política — e o novo presidente colombiano aprendeu isso da pior forma na primeira semana de mandato.
TECNOLOGIA
As vagas que pediram IA quase triplicaram — e o salário foi junto
182.300. É o número de vagas de emprego no Brasil que exigiam habilidades de inteligência artificial em 2025. Um ano antes, eram 63.300. Crescimento de 188% em doze meses. Os dados são do Barômetro Global de Empregos em IA 2026 da PwC, que analisou mais de um bilhão de anúncios de emprego em seis continentes.
E não é só a quantidade de vagas que cresceu. Quem já tem essas habilidades ganha, em média, 47% a mais. No LinkedIn Brasil, 31% dos anúncios de emprego já mencionam competências em inteligência artificial. Segundo o IBGE, 12,3 milhões de brasileiros declararam usar ferramentas de IA no trabalho em janeiro de 2026 — crescimento de 340% em relação a 2024. E 71% dos colaboradores brasileiros afirmam ter usado alguma ferramenta de IA nos últimos 12 meses (PwC Hopes and Fears 2025).
Entendendo:
A maioria das vagas não é para quem cria sistemas de IA — é para quem usa. Das 182 mil vagas, 87,5% são para profissionais que integram inteligência artificial no trabalho do dia a dia. Analista financeiro que usa IA para modelagem, advogado que usa para pesquisa de jurisprudência, profissional de marketing que automatiza relatórios. O gargalo no Brasil não é tecnologia: é gente qualificada. Empresas relatam dificuldade em contratar, enquanto universidades ainda estruturam os currículos.
Resumindo: Com salário 47% maior e quase 200 mil vagas abertas, a pergunta não é mais "a IA vai tomar meu emprego" — é "eu já sei usar a IA que o emprego exige?"
NEGÓCIOS
R$6 bilhões no PIB, 150 mil empregos e zero reconhecimento oficial
Um estudo da Oxford Economics, encomendado pelo Google, calculou o impacto do YouTube na economia brasileira: R$6 bilhões no PIB em 2025 e 150 mil empregos equivalentes em tempo integral. Só uma plataforma. Só um pedaço da chamada economia dos criadores de conteúdo — que, no mundo, movimenta US$250 bilhões e caminha para US$480 bilhões, segundo o Goldman Sachs.
O Brasil é o maior polo da creator economy na América Latina. O mercado nacional somou US$5,47 bilhões em 2025 e tem projeção de chegar a US$33,5 bilhões até 2034 — crescimento médio de 22% ao ano. Apenas a CazéTV arrecadou R$2 bilhões em patrocínios para a Copa do Mundo de 2026, um número que rivaliza com grupos de mídia tradicionais. O número de influenciadores no Brasil cresceu 67% em um ano, de 1,2 milhão para 2 milhões.
No contexto maior:
85% dos profissionais que atuam hoje em mídia e entretenimento no Brasil começaram a carreira no YouTube. Mas há uma contradição enorme: a profissão de criador de conteúdo ainda não tem CNAE — o código que o governo usa para identificar o que cada empresa faz e que define enquadramento tributário, acesso ao MEI e presença nas estatísticas do IBGE. Uma economia que injeta bilhões no PIB, emprega 150 mil pessoas e ainda depende de jantar entre colegas para alguém descobrir quanto cobrar, como diz a CEO da YOUPIX.
Resumindo: O maior mercado de criadores da América Latina gera mais PIB que boa parte da indústria formal — e ainda espera existir oficialmente no código de atividades do governo brasileiro.
ECONOMIA
Juros caindo pela 4ª vez seguida — mas o bolso ainda não sentiu
No dia 5 de agosto, o Banco Central reduziu a Selic — os juros básicos da economia — de 14,25% para 14% ao ano. É a quarta redução consecutiva desde novembro de 2025. A trajetória é de queda: o Boletim Focus de 10 de agosto mostra que o mercado espera a Selic chegar a 13,75% ao final de 2026. Boa notícia. Mas o alívio no bolso de quem tem dívida vai demorar mais do que o noticiário sugere.
Pensa assim: a Selic é o juro que o governo paga para tomar dinheiro emprestado. Quando ela cai, o custo do crédito deveria cair junto. Mas os bancos têm seus próprios cálculos — inadimplência, margem, risco. O rotativo do cartão de crédito cobra taxas que podem ultrapassar 400% ao ano. Uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic não mexe nisso de forma imediata.
Os números:
🔴 Selic atual: 14% ao ano — 4ª redução consecutiva, vindo de 15% no início de 2026.
🔴 Projeção: mercado espera 13,75% ao final de 2026 e 12% em 2027.
🔴 Inflação: IPCA projetado em 5,02% — 6ª semana consecutiva de queda na expectativa.
🔴 Endividamento: famílias com dívida comprometem, em média, 30% da renda mensal para pagar parcelas antigas.
Resumindo: A Selic caindo é real — mas famílias que já comprometem 30% da renda com parcelas antigas vão sentir o alívio devagar, porque o crédito barato chega por último para quem mais precisa.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 Queda de helicóptero no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (14) deixou quatro pessoas mortas, segundo o Google Notícias. Apuração em andamento.
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