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Ontem à noite, Lionel Messi saiu do MetLife Stadium de cabeça baixa e sem a taça. Ferran Torres, que não marcava pela Espanha havia quase 4 anos, guardou o gol para o momento mais importante da Copa do Mundo 2026 — e entrou para a história que ninguém previu.
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⚡ QUICK TAKES
Stat: 22 gols em 3 Copas — Mbappé virou o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 10 só em 2026.
Para ler: Por que a UE quer tornar obrigatória a bateria trocável no seu próximo iPhone — e o que isso muda na prática.
Para ver: Um chip de 1977 usado em mísseis militares foi encontrado num caixote de lixo eletrônico em Seattle. Ninguém sabe de onde veio.
Você sabia: A Copa feminina chega ao Brasil em 2027 e deve movimentar R$ 8,8 bilhões na economia nacional.
Curiosidade: Belo Horizonte foi a primeira capital brasileira a banir publicidade de apostas em espaços públicos da cidade.
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NA EDIÇÃO DE HOJE
🏆 Messi saiu sem a taça — e Ferran Torres guardou o gol
🇺🇸 A tarifa de 25% entra em vigor quarta — quem paga a conta
🤖 A IA que abalou o Vale do Silício foi avaliada por uma empresa de malas
🗳️ Hoje começam as convenções que definem os candidatos de outubro
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ESPORTES
Messi teve 4 Copas. Ferran Torres teve uma noite.
Ferran Torres passou 1.340 dias sem marcar pela seleção espanhola. Não era titular regular, não carregava nenhuma pressão de ser herói, não aparecia nas previsões de quem seria decisivo em Nova Jersey. Mas ontem, aos 106 minutos de uma final travada em 0x0, recebeu um cabeceio de Nico Williams, finalizou com categoria — e mudou tudo.
A Espanha venceu a Argentina por 1x0 na prorrogação e é bicampeã do mundo. A primeira taça foi em 2010, com Iniesta. Agora, com Torres — um nome que quase ninguém tinha no bingo. A campanha foi histórica: 14 gols marcados e apenas 1 sofrido em 7 jogos. A Argentina chegou fragilizada: Lisandro Martínez saiu com lesão no primeiro tempo, Enzo Fernández foi expulso nos acréscimos da prorrogação. Messi — que participou de 12 dos 19 gols argentinos no Mundial com 8 gols e 4 assistências — ficou cada vez mais invisível conforme a noite avançava.
Não foi o jogo mais bonito da Copa. Foi tenso, lento, às vezes frustrante para quem assistia esperando genialidade. Mas foi o tipo de final que um grande time vence porque sustenta quando não consegue brilhar. Sob o comando de Luis de la Fuente, a Espanha não precisou de magia — precisou de paciência. "É um gol de 47 milhões de pessoas e 26 jogadores. Acho que hoje o destino estava escrito", disse Torres, ainda ofegante, ao microfone mais importante de sua carreira.
Do outro lado, Messi encerrou sua trajetória em Copas com um título (2022) e dois vice-campeonatos, incluindo este. Aos 37 anos, foi provavelmente a última final do maior da história. A imagem dele saindo do gramado sem a taça, enquanto os espanhóis explodiam ao lado, vai ficar.
Resumindo: A Espanha não venceu porque foi genial — venceu porque foi consistente por um mês inteiro. E o futebol lembrou que herói não avisa a hora que chega.
ECONOMIA
Quarta-feira, seus produtos ficam 25% mais caros nos EUA. O relógio já está correndo.
2.100. Esse é o número de produtos brasileiros que ficaram de fora da nova tarifa americana — carne bovina, café e soja estão entre os isentados. O restante, não. A tarifa de 25% confirmada pelo governo Trump entra em vigor na quarta-feira, 22 de julho, e atinge setores como siderurgia, calçados, máquinas agrícolas e têxteis. Com a medida, o Brasil passou a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos — atrás só da China.
Por dentro:
O escritório comercial americano (USTR) alegou três práticas "desleais" do Brasil: o Pix — que, segundo eles, prejudica empresas americanas de pagamento eletrônico —, o etanol e questões de propriedade intelectual. O Planalto respondeu apontando o contrassenso: os EUA acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões na relação com o Brasil nos últimos 15 anos. Mesmo assim, a tarifa vai.
O governo Lula anunciou três frentes de reação: acionamento da Lei da Reciprocidade (que autoriza o Brasil a tarifar produtos americanos de volta), recurso na Organização Mundial do Comércio e uma possível medida provisória para apoiar exportadores. Há um complicador político: o governo vinculou a conclusão da investigação americana à atuação do senador Flávio Bolsonaro em audiências em Washington — o que gerou nota de repúdio do Planalto e mais ruído numa relação já desgastada. E tem um alerta a mais: uma segunda investigação do USTR, focada em denúncias de trabalho forçado, ainda está aberta. Se avançar, pode somar mais 12,5%, elevando a taxação total para até 37,5%.
Resumindo: A tarifa começa quarta. Para empresas que exportam aos EUA, o prazo de ajuste acabou — o que vem agora é navegar no novo custo.
TECNOLOGIA
A startup de IA que baratou o mercado foi avaliada — sem querer — por uma empresa de malas
2,9 bilhões. Esse foi o valor que um fundo ligado à Anhui Korrun — fabricante chinesa de bagagens e malas de viagem — aplicou para comprar 0,8265% da DeepSeek. O cálculo revela, sem querer, o valor de mercado da startup de inteligência artificial mais falada do mundo: cerca de US$ 52 bilhões. É a primeira vez que um número concreto vaza ao público. Por ser uma empresa privada, a DeepSeek nunca teve obrigação de divulgar sua avaliação — foi preciso que a maleteira abrisse um documento numa bolsa chinesa para o mercado descobrir.
Mas US$ 52 bilhões já é o passado. A Reuters reportou que a empresa agora negocia uma nova rodada mirando US$ 71 bilhões de avaliação — e ao mesmo tempo prepara um pedido de abertura de capital na Bolsa de Xangai, com IPO planejado para ainda este ano ou em 2027.
Os números:
🔴 Rodada anterior: US$ 7,4 bilhões, concluída em junho, com Tencent e CATL como investidores.
🔴 Avaliação atual implícita: US$ 52 bilhões (revelada por arquivo de bolsa chinesa).
🔴 Meta da nova rodada: entre US$ 71 e US$ 74 bilhões.
🔴 IPO planejado: STAR Market de Xangai — o equivalente chinês da bolsa de tecnologia americana.
Lembrando o contexto: a DeepSeek é a empresa que em janeiro de 2025 lançou modelos de inteligência artificial mais baratos e eficientes que o ChatGPT, rodando em chips da Huawei — sem precisar da Nvidia americana. O Vale do Silício parou. Ações de empresas de semicondutores despencaram em um único pregão. Agora, a startup que provou que dá para competir de igual com os americanos mesmo sob sanções comerciais quer a bolsa. E os investidores estão dando uma corrida de malas chinesas atrás dela.
Resumindo: A DeepSeek saiu das sombras — e foi uma empresa de malas que entregou o valor que ela nunca quis revelar.
BRASIL
A partir de hoje, o Brasil tem candidatos — não pré-candidatos. O relógio oficial começou.
Hoje, 20 de julho, é o único dia do calendário eleitoral em que "pré-candidato" deixa de ser pré. O Tribunal Superior Eleitoral abriu nesta segunda-feira o período de convenções partidárias, que vai até 5 de agosto — e é aqui que os partidos escolhem oficialmente quem vai disputar o Palácio do Planalto em 4 de outubro. Depois das convenções, o prazo de registro de candidaturas vai até 15 de agosto. Aí está travado.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) seguem à frente nas pesquisas, empatados tecnicamente dentro da margem de erro. O PT faz sua convenção em 2 de agosto, em São Paulo. O PL se reúne em 25 de julho. Mas o cenário mudou nas últimas semanas: Flávio, que chegou a liderar algumas simulações de segundo turno, perdeu pontos depois que áudios foram vazados mostrando sua negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ronaldo Caiado (PSD) apareceu como a surpresa da pesquisa AtlasIntel de julho, chegando a 7,8% e assumindo a terceira posição.
No contexto maior:
A eleição de 2026 é a primeira com Jair Bolsonaro inelegível — condenado pela tentativa de golpe e preso para cumprir pena de 27 anos. Flávio carrega o nome da família, mas também carrega o peso de uma pré-campanha que já acumulou polêmicas antes mesmo da convenção. O tabuleiro tem pelo menos 12 pré-candidatos formalizados por partidos, mas a corrida presidencial real é entre quatro ou cinco nomes — e o período que começa hoje vai deixar isso mais claro.
Resumindo: A corrida presidencial saiu do campo da especulação — de hoje até 5 de agosto, o Brasil descobre quem vai, de fato, disputar o Planalto.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 O conflito entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz ganhou nova escalada: após a morte de 2 militares americanos na Jordânia, os EUA bombardearam alvos iranianos. Trump recuou da proposta de cobrar 20% de pedágio em Ormuz e aposta em acordos com países do Golfo — mas o conflito já matou 16 soldados americanos desde fevereiro. Leia mais
🔹 A expectativa de inflação para 2026 caiu pela primeira vez em 16 semanas, segundo o relatório Focus do Banco Central — para 5,16%. O mercado prevê Selic em 14% para o fim do ano. Leia mais
🔹 Alexandre de Moraes assumiu o comando temporário do STF. A mudança não altera as pautas previstas da Corte para as próximas semanas. Leia mais
🔹 O desmatamento na Amazônia registrou a maior queda percentual já medida, segundo o Jornal do Brasil. O dado positivo chegou em meio a um ano de tensão diplomática nas relações Brasil-EUA no campo ambiental. Leia mais
🔹 Europa e Ucrânia lançaram uma coalizão antimísseis em Paris — o maior acordo conjunto de defesa desde o início da guerra, envolvendo múltiplos países europeus. Leia mais |