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Chang Liu saiu da Apple em janeiro de 2026 levando um notebook corporativo que não era seu — depois usou uma brecha de autenticação para acessar os sistemas internos da empresa e baixar dezenas de arquivos sobre produtos que a Apple ainda nem anunciou. Cinco meses depois, a Maçã entrou na Justiça contra a dona do ChatGPT.
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⚡ QUICK TAKES
Neste dia: 12 de julho de 1975 — São Tomé e Príncipe tornava-se independente de Portugal, encerrando séculos de domínio colonial.
Stat: 900 milhões de usuários ativos por semana tem o ChatGPT — e mesmo assim a Anthropic já fatura mais que a OpenAI.
Curiosidade: A China prevê gerar eletricidade por fusão nuclear em 2030 — e passou nos testes críticos de magnetos supercondutores esta semana.
Para ler: A ONU News detalha a situação dos 6 mil marinheiros ainda presos no Estreito de Ormuz — o lado humano da crise.
Para clicar: A Netflix voltou a oferecer teste gratuito para novos assinantes — o link está no site oficial.
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NA EDIÇÃO DE HOJE
🍎 Apple processa OpenAI — e a maior parceria do Vale vai aos tribunais
🛢️ O Estreito de Ormuz fechou — e 20% do petróleo mundial está em xeque
🚗 VW vai matar metade dos seus carros (e a crise é pior do que parecia)
🏦 R$ 39 bilhões saíram da poupança — e foi de propósito
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TECNOLOGIA
Apple processa a OpenAI por roubo de segredos — e a parceria pode ir junto
O processo foi apresentado na sexta-feira (10) no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. A ação cita dois ex-funcionários da Apple: Tang Yew Tan, que passou 24 anos na empresa e hoje lidera o time de hardware da OpenAI, e Chang Liu, ex-engenheiro sênior. Além deles, a acusação formal inclui a OpenAI Foundation, a OpenAI Group PBC e a io Products — a startup de Jony Ive comprada pela OpenAI por US$ 6,5 bilhões.
Segundo a Apple, o esquema durou meses e foi coordenado. Tang Tan instruía candidatos que vinham da Apple a levar componentes físicos — baterias, chips, amostras de produtos não lançados — para as entrevistas na OpenAI, usando nomes de código confidenciais de projetos internos. Chang Liu saiu da empresa em janeiro com um notebook corporativo, explorou uma falha de autenticação para acessar os sistemas internos e baixou dezenas de arquivos. Teria ainda orientado uma colega sobre como copiar arquivos sem acionar o sistema de segurança.
A escala impressiona: mais de 400 ex-funcionários da Apple hoje trabalham na OpenAI. A empresa afirma que isso não dá à OpenAI o direito de usar as informações que eles carregavam na cabeça — e no notebook.
O timing é péssimo para a OpenAI. A empresa prepara sua abertura de capital — prevista por analistas para setembro — e terá de incluir o processo nos documentos enviados a investidores. A OpenAI respondeu com uma nota singela: disse não ter "interesse nos segredos comerciais de outras empresas." A Apple não esclareceu se o processo afeta a parceria firmada em 2024 para integrar o ChatGPT à Siri.
Resumindo: A maior parceria de inteligência artificial de 2024 virou o maior processo de espionagem corporativa de 2026 — e o veredicto pode redesenhar quem controla o hardware de IA.
MUNDO
O Irã fechou o corredor de 20% do petróleo mundial — e ninguém sabe quando abre
Neste sábado (11), a Guarda Revolucionária Iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz "por tempo indeterminado." O gatilho foi o ataque a um porta-contêineres com bandeira do Chipre — o GFS Galaxy —, que pegou fogo, ficou imobilizado e teve um tripulante desaparecido. Em resposta, o Comando Central dos EUA (Centcom) lançou a terceira rodada de ataques contra o Irã nesta semana — determinados diretamente por Donald Trump.
A escalada saiu do controle do cessar-fogo firmado no mês passado. O Irã atacou instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait. Trump declarou que o acordo "acabou." O chanceler iraniano viajou a Omã neste sábado para discutir rotas alternativas, mas não houve acordo.
Os números:
🔴 20%: do petróleo mundial e 25% do gás natural liquefeito global passam pelo Estreito.
🔴 3 rodadas: de ataques americanos contra o Irã em menos de uma semana.
🔴 6 mil: marinheiros ainda presos na região — plano de evacuação da ONU foi suspenso.
🔴 17 de julho: prazo para empresas encerrarem contratos de petróleo iraniano, após os EUA revogarem a licença de exportação.
Resumindo: Com o Estreito fechado, o mundo está tentando transportar 20% do seu petróleo por um corredor que ninguém controla — e o preço disso vai aparecer na bomba de gasolina, não só nos noticiários.
NEGÓCIOS
A Volkswagen vai matar metade dos seus carros. Ninguém sabe ainda quais.
Na última quinta-feira (9), o conselho de supervisão do Grupo Volkswagen aprovou o maior corte de portfólio da história da empresa. São cerca de 150 modelos disponíveis hoje entre todas as marcas do grupo — Volkswagen, Audi, Porsche, Skoda, SEAT, Cupra, Lamborghini e Bentley. Até metade deles vai sumir. Além disso, as opções de configuração dos modelos que sobreviverem serão reduzidas em até 75% — sem motor alternativo, sem pacote premium, sem personalização. Já há baixas confirmadas.
Fora de linha: Volkswagen Touran, T-Roc conversível (até 2027), Audi A1 e Q2. Os icônicos Porsche 718 Boxster e Cayman perdem as versões a combustão. A produção anual será limitada a 9 milhões de unidades — ante os 12 milhões que a empresa projetava antes da pandemia.
O diagnóstico do CEO Oliver Blume é duro: entregas globais caíram 8,6% no segundo trimestre, puxadas por uma queda de 36,6% na China — o pior resultado em quatro anos. As ações da VW acumulam perda de mais de 30% em 2026. As montadoras chinesas, com carros elétricos mais baratos e cadeias produtivas integradas, estão fazendo o que nenhuma crise conseguiu: erosão permanente de mercado.
Fontes indicam que Blume também planeja fechar quatro fábricas alemãs e cortar até 100 mil empregos — proposta que foi bloqueada pelos representantes dos trabalhadores no conselho, por 12 votos a 7. Protestos tomaram as unidades em Wolfsburg na quinta-feira. Em Neckarsulm, onde 15 mil pessoas trabalham na produção da Audi, uma funcionária resumiu o clima ao New York Times: "Se a Audi morrer, tudo aqui morre."
Resumindo: A Volkswagen não está se reinventando — está se encolhendo para sobreviver enquanto as montadoras chinesas vencem a guerra dos carros elétricos.
BRASIL
R$ 39 bilhões saíram da poupança em seis meses — sem nenhum anúncio, conta por conta
Segundo dados do Banco Central reportados pelo Jornal do Brasil, a caderneta de poupança acumulou retirada líquida de R$ 39,3 bilhões no primeiro semestre de 2026 — um dos maiores saldos negativos semestrais em anos. Não foi um evento. Não teve manchete. Aconteceu em silêncio, décimo a décimo, em milhões de contas.
A explicação é direta: com a Selic em patamar elevado, a poupança ficou desvantajosa por design. Qualquer CDB de banco médio, LCI, LCA ou aplicação no Tesouro Direto rende proporcionalmente mais — com liquidez similar e a mesma proteção do Fundo Garantidor de Créditos. O brasileiro que descobriu isso está migrando. O que ainda não descobriu está pagando a conta.
Entendendo:
Quando a Selic fica acima de 8,5% ao ano, a poupança não rende a taxa inteira — rende apenas 70% dela. É uma regra antiga criada para proteger o crédito imobiliário, que usa o dinheiro da poupança. O efeito prático: com a Selic no patamar atual, a diferença acumulada em um semestre pode chegar a R$ 100 a R$ 150 a mais — por cada R$ 10 mil que estiver fora da poupança e dentro de uma alternativa de renda fixa. O banco não vai te ligar para avisar.
Resumindo: R$ 39 bilhões de saída em seis meses são o maior voto coletivo de desconfiança na poupança — e quem ainda não migrou está deixando dinheiro na mesa todo mês.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 A Anthropic protocolou pedido de IPO em junho e pode estrear na bolsa já em outubro — enquanto a OpenAI prepara o seu próprio processo de abertura de capital, possivelmente em 2027. Leia mais
🔹 A Samsung confirmou um evento Galaxy Unpacked em julho de 2026 com "novo formato" — o rumor aponta para o Galaxy Z Fold Wide, com aumento de preços em relação ao modelo anterior.
🔹 O desmatamento na Amazônia registrou a maior queda percentual já registrada, segundo dados divulgados nesta semana — um sinal positivo em meio ao debate sobre política ambiental brasileira às vésperas das eleições. Leia mais
🔹 Novas regras para publicidade digital entram em vigor no Brasil em 17 de julho — restringem campanhas e estabelecem multas de até R$ 14 milhões para quem descumprir. Leia mais
🔹 Putin admitiu publicamente uma crise energética na Rússia enquanto a guerra na Ucrânia completa mais uma semana sem previsão de fim — e Trump diz que prometerá mísseis a Zelensky. |