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Jaafar Jackson tinha oito anos quando perdeu o tio. Aos 29, ele acabou de se tornar protagonista da maior cinebiografia da história do cinema — superando Bohemian Rhapsody. E essa nem é a única virada de hoje.
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⚡ QUICK TAKES
Neste dia: 30/6/1971: a cápsula Soyuz 11 pousou intacta na URSS. Os 3 cosmonautas, mortos.
Stat: US$ 2,63 trilhões em defesa em 2025 — recorde histórico absoluto, diz o IISS.
Para ler: Neymar de volta? A Agência Brasil explica o processo de recuperação e as chances reais.
Para assistir: Trailer de "Michael": 116 milhões de views em 24h e recorde para o gênero.
Curiosidade: O CERN encerrou ontem a 3ª rodada do LHC. Pausa de 4 anos para modernização.
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NA EDIÇÃO DE HOJE
🤖 OpenAI adia IPO enquanto Altman recusa desconto no US$ 1 trilhão
📱 Apple subiu preços em até 30%. O iPhone ficou de fora (por enquanto)
🇧🇷 Pesquisa coloca Flávio à frente de Lula no 2° turno pela 1ª vez
🌍 Venezuela: 1.450 mortos e o Brasil no centro do resgate
🎤 "Michael" bate Bohemian Rhapsody e vira o maior biopic da história
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NEGÓCIOS
Sam Altman tem um preço. Ele é US$ 1 trilhão.
US$ 3,7 bilhões. É quanto a OpenAI gastou só no primeiro trimestre de 2026 — mais da metade dos US$ 5,7 bilhões que entrou no mesmo período. A empresa que criou o ChatGPT triplicou receita e triplicou o gasto em apenas um ano. E mesmo assim, o CEO Sam Altman tem uma regra clara: a abertura de capital só acontece se a avaliação chegar a pelo menos US$ 1 trilhão. Qualquer coisa abaixo disso, segundo o próprio Altman, é "ponto final".
A empresa arquivou confidencialmente o pedido junto à comissão de valores mobiliários americana em 8 de junho — e parecia que o IPO viria ainda em 2026, talvez em setembro. Aí veio o aviso da SpaceX. A empresa de Elon Musk abriu o capital em 12 de junho, arrecadou US$ 85 bilhões e chegou a valer US$ 2,77 trilhões. Musk se tornou o primeiro trilionário da história. Por duas semanas. Depois, as ações caíram mais de 30% do pico — e o título de trilionário desapareceu junto. O susto assustou os assessores da OpenAI: o mercado varejista não está com apetite para apostas desse tamanho.
Agora a empresa considera esperar até 2027. A diretora financeira Sarah Friar já disse a interlocutores que esse é o alvo. A concorrente Anthropic — avaliada em US$ 965 bilhões e que também arquivou pedido de IPO em junho — pode chegar ao mercado primeiro. O governo americano, por sua vez, pediu à OpenAI para liberar o novo modelo GPT-5.6 de forma faseada, aprovando acesso cliente a cliente, por razões de segurança nacional.
Os números:
🔴 US$ 852 bilhões: avaliação mais recente da OpenAI em rodadas privadas de investimento.
🔴 US$ 1 trilhão: o piso de Altman para o IPO — quase US$ 150 bilhões acima da avaliação atual.
🔴 SpaceX (SPCX): abriu a US$ 135, chegou a US$ 225, caiu para ~US$ 153. Tudo em duas semanas.
Resumindo: A maior empresa de inteligência artificial do mundo quer que o mercado pague mais — e o mercado, por enquanto, discorda.
TECNOLOGIA
O Mac ficou R$ 2.500 mais caro. O iPhone, não. Entenda a estratégia da Apple.
O iPad Air de 11 polegadas foi de R$ 7.499 para R$ 9.999 — aumento de 30% em uma semana. O reajuste da Apple atingiu praticamente toda a linha de Macs, vários modelos de iPad e a Apple TV 4K, que passou de R$ 1.729 para R$ 2.499. O iPad Pro já começa em R$ 17.000. iPhone, Apple Watch e AirPods ficaram de fora — por enquanto.
A justificativa é técnica: memória RAM e armazenamento flash encareceram de forma acelerada. "A rápida expansão dos centros de dados de inteligência artificial gerou um aumento extraordinário na demanda por esses componentes", declarou a empresa. O CEO Tim Cook disse que tentou absorver os aumentos pelo maior tempo possível — mas a situação deixou de ser sustentável. Enquanto outras fabricantes reajustavam desde o início do ano, a Apple esperou. Esse estoque de preço antigo acabou.
A decisão de poupar o iPhone tem lógica clara: o modelo dobrável está nos planos para 2026-2027, e qualquer reajuste agora poderia frear a demanda antes do maior lançamento em anos. A IDC projeta que o preço médio de venda do iPhone chegará a US$ 1.157 em 2026 — alta de 8,2% sobre o ano anterior — impulsionado pelos novos modelos, não pelos reajustes de tabela.
No contexto maior:
Apple não está sozinha. Samsung, Dell, Lenovo e outras fabricantes vinham reajustando preços nos últimos meses pela mesma razão: a corrida global por chips para inteligência artificial encareceu componentes em toda a cadeia. A IA, ao exigir quantidades absurdas de memória nos data centers, acabou encarecendo o notebook que você usa no trabalho.
Resumindo: Se você estava esperando para comprar um Mac ou iPad, a janela do preço antigo acabou — e o iPhone pode ser o próximo na fila.
BRASIL
Pela primeira vez em pesquisas, Flávio Bolsonaro está numericamente à frente de Lula.
A maioria das pesquisas mostrava Lula na frente — com folga. O Datafolha de 18 de junho mostrou 41% para o presidente no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Mas a AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg e divulgada na última quarta-feira (25), trouxe um número diferente: num cenário de segundo turno simulado, Flávio aparece com 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% de Lula. É a primeira vez que o senador aparece numericamente à frente do presidente nesse tipo de simulação.
A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro — tecnicamente, é um empate. Mas o sinal importa: em rodadas anteriores da mesma metodologia, Lula era quem aparecia com vantagem numérica. A AtlasIntel usa recrutamento digital aleatório, diferente do contato telefônico ou presencial das pesquisas tradicionais. Tende a capturar perfis mais jovens e mais urbanos com acesso constante à internet — um eleitorado que outras pesquisas subestimam.
O contexto: Lula, de 80 anos, tenta o quarto mandato. Flávio, senador e filho de Jair Bolsonaro — preso e inelegível desde setembro de 2025 por tentativa de golpe —, carrega o nome da família como principal capital eleitoral. As candidaturas serão oficializadas em julho. O primeiro turno é 4 de outubro. A última rodada do Quaest registrou crescimento expressivo do eleitorado indeciso: de 5% para 10% — sinal de que a corrida ainda está longe de definida.
Resumindo: A eleição está mais aberta do que a maioria das pesquisas sugeria — e ainda faltam quatro meses.
MUNDO
O maior desastre natural da Venezuela em gerações — e o Brasil correndo contra o tempo.
1.450 mortos, 3.150 feridos, 12.721 desabrigados e 774 edifícios danificados ou destruídos. Esses são os números mais recentes do terremoto duplo que atingiu a Venezuela em 24 de junho. Dois tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter — atingiram o país com horas de diferença, devastando o estado de La Guaira e bairros inteiros de Caracas. A Organização Internacional para as Migrações estimou que até 6,76 milhões de pessoas foram afetadas.
O UNICEF estima que 1,8 milhão de pessoas — incluindo 680 mil crianças — precisam de assistência humanitária urgente e abriu um apelo de US$ 52 milhões para responder à crise. O Brasil mobilizou uma das maiores operações de socorro da sua história recente: quatro voos da Força Aérea Brasileira, um hospital de campanha da Marinha, bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, técnicos da Anatel com analisadores de espectro para rastrear celulares sob escombros, e cães farejadores. A missão deve durar ao menos 30 dias. Até agora, as equipes brasileiras resgataram duas pessoas com vida.
Hoje (30), o ministro da Defesa José Múcio embarca para Caracas para avaliar a ampliação da assistência brasileira. A Starlink anunciou internet gratuita para clientes afetados até 25 de julho — enquanto o aeroporto comercial da capital venezuelana segue fechado.
Resumindo: A Venezuela enfrenta o pior desastre natural em décadas — e o Brasil, por razões geográficas, históricas e diplomáticas, está no centro da resposta internacional.
VARIEDADES
O filme que os críticos odiaram e o mundo amou acaba de virar o maior biopic da história.
39% de aprovação entre críticos especializados. 97% entre o público. E uma bilheteria que acaba de superar Bohemian Rhapsody para se tornar a maior cinebiografia da história do cinema. O filme "Michael", lançado em 23 de abril, ultrapassou US$ 900 milhões globalmente — quebrando o recorde do filme sobre Freddie Mercury, que ficou no topo por quase três décadas.
O protagonista é Jaafar Jackson — sobrinho de Michael Jackson, que tinha oito anos quando perdeu o tio. Dirigido por Antoine Fuqua e produzido pela Lionsgate com orçamento de US$ 200 milhões, o filme narra a trajetória do Rei do Pop desde os Jackson 5 até a turnê Bad, em 1988. Cenas sobre a acusação de abuso sexual de 1993 foram removidas por impedimento contratual — uma das principais críticas da imprensa, que chamou o resultado de "higienizado". O público não se importou: a estreia global foi a maior abertura de fim de semana da história do gênero, com US$ 217 milhões em 82 países.
No Brasil, o filme arrecadou US$ 32,2 milhões — maior bilheteria de uma cinebiografia musical no país, superando tanto Bohemian Rhapsody quanto Oppenheimer no gênero. Uma sequência, cobrindo a fase final da vida de Jackson, já recebeu sinal verde da Lionsgate.
Por dentro:
A força do filme está na fidelidade da base de fãs de Michael Jackson — enorme décadas após sua morte. Para Hollywood, o resultado confirma que biopics de ícones populares têm potencial bilionário mesmo quando a narrativa é contida. O modelo Elvis arrecadou US$ 288 milhões; Bohemian Rhapsody, US$ 900 milhões+. "Michael" foi mais longe que todos no gênero biográfico puro.
Resumindo: Michael Jackson morreu em 2009. Em 2026, seu sobrinho o ressuscitou nas telas — e o mundo fez fila para ver.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 Brasil venceu o Japão por 2 a 1 na estreia do mata-mata da Copa do Mundo 2026. Próxima partida: 5 de julho, em Nova Jersey, pelas oitavas de final. Leia mais
🔹 Flávio Bolsonaro se reuniu com o presidente argentino Javier Milei na semana passada — encontro que reforça a articulação da direita regional às vésperas do pleito de outubro.
🔹 Datafolha (18/6): Lula lidera o primeiro turno com 41% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro aparece com 31%. Nos cenários de segundo turno, Lula vence em todas as simulações. Leia mais
🔹 Parlamento alemão aprovou orçamento de defesa de €108,2 bilhões para 2026 — o maior desde o fim da Guerra Fria, impulsionado pela guerra na Ucrânia e pelas pressões da OTAN. Leia mais
🔹 O CERN encerrou ontem (29/6) a terceira campanha de operação do Grande Colisor de Hádrons (LHC). O maior acelerador de partículas do mundo ficará parado por quatro anos para uma modernização que o transformará no HL-LHC — Alta Luminosidade. |