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GIRO E PONTO

Edição #24  ·  Domingo, 28 de junho de 2026

Bom domingo, Leitor. ☀️

você estava descansando, mas o mundo não parou. aqui está o essencial de tudo que rolou. sem ficção, sem sensacionalismo.


Às 4h30 de ontem, um drone atingiu um petroleiro no Estreito de Ormuz carregando dois milhões de barris de petróleo bruto. Era o suficiente para desfazer 11 dias de acordo de paz — e deixar o mundo se perguntando o que vem a seguir.

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⚡ QUICK TAKES

Neste dia: Em 28 de junho de 1914, o tiro de Sarajevo deu início à 1ª Guerra Mundial.

Stat: 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz todo dia.

Para clicar: confira o chaveamento completo do mata-mata Copa 2026 até a final.

Para ler: os sites de tecnologia mais influentes do mundo para acompanhar em 2026.

Você sabia: O Brasil tem mais espécies de árvores do que toda a Europa somada.

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NA EDIÇÃO DE HOJE

🔥 EUA e Irã: o cessar-fogo que durou 11 dias (e o que vem agora)
💻 Por que o seu Mac ficou até 67% mais caro numa semana
⚽ Copa do Mundo: o mata-mata começa hoje e o Brasil entra amanhã
📊 O Brasil bateu o menor desemprego de maio da história — e isso tem dois lados

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MUNDO

O acordo de paz que durou 11 dias — e o que acontece se acabar de vez

Dois milhões de barris. É quanto de petróleo estava no M/T Kiku quando um drone iraniano o atingiu no Estreito de Ormuz às 4h30 da manhã de sábado. O ataque foi o estopim para uma sequência que já durava dois dias — e que está colocando o cessar-fogo mais ambicioso da guerra EUA-Irã em risco real de colapso.

Na sexta-feira (26/6), os EUA lançaram o primeiro ataque contra o Irã desde a assinatura do memorando de entendimento em 17 de junho — um acordo com 14 pontos que prometia, entre outras coisas, o encerramento das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã revidou. No sábado, os EUA atacaram novamente. Trump foi para a rede social dele com uma ameaça direta: "Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir."

No contexto maior:

O conflito entre EUA e Irã começou em fevereiro de 2026. Houve pelo menos dois cessar-fogos que não duraram. O de 17 de junho era o mais estruturado — elaborado com mediação do Catar e respaldo diplomático. Durou exatamente 11 dias antes de começar a se desfazer. O ponto de discórdia: para Washington, o Irã violou o acordo ao atacar o cargueiro MV Ever Lovely em 25 de junho. Para Teerã, a embarcação usava rota não autorizada no Golfo. Cada lado acusa o outro de ter quebrado o acordo primeiro. O Centcom afirma que o tráfego comercial no Estreito segue funcionando — mas os mercados de petróleo estão em alerta. Qualquer escalada pesa no preço do combustível, que é calculado justamente com base nessa rota marítima crítica.

Resumindo: O cessar-fogo mais sólido da guerra EUA-Irã está se desmanchando em tempo real, com ataques dos dois lados e Trump voltando às ameaças de aniquilação — resta saber se algum recua antes que a situação fique irreversível.


TECNOLOGIA

O seu MacBook ficou até 67% mais caro — e desta vez a culpa não é de Trump

A Apple sobreviveu às guerras tarifárias de Trump, às crises de fornecimento e à pandemia sem mexer muito nos preços. Então, em uma semana, tudo mudou. No dia 25 de junho, a empresa anunciou a primeira grande rodada de reajustes em anos: Macs, iPads e Apple TVs ficaram bem mais caros — em alguns casos, em até 67%. O iPhone e o Apple Watch seguem, por enquanto, com os preços anteriores.

O motivo não é tarifa de importação. É a crise global de memória RAM e armazenamento — componentes cujo preço disparou em meses por causa da demanda explosiva para infraestrutura de inteligência artificial. Fabricantes como a Samsung chegaram a cobrar o dobro dos chips de memória da Apple nas últimas rodadas de negociação. A empresa tentou absorver o custo por meses. Não aguentou mais.

Os números:

🔴 MacBook Air: era US$ 999 → agora US$ 1.299 (+US$ 200 na versão menor)

🔴 MacBook Pro 14": era US$ 1.699 → agora US$ 1.999 (+US$ 300)

🔴 MacBook Pro 16": era US$ 2.599 → agora US$ 2.999 (+US$ 400)

🔴 iPhone e Apple Watch: sem reajuste por enquanto

O impacto no Brasil depende do câmbio e dos estoques locais. Mas quem estava planejando trocar de computador — o momento pode ser agora, antes que as lojas esgotem os produtos com tabela de preço antiga.

Resumindo: A crise global de memória fez o que as tarifas de Trump não conseguiram: forçar a Apple a aumentar preços significativamente — e quem estava de olho em um Mac novo vai precisar agir rápido ou desembolsar mais.


ESPORTES

A Copa começa de novo hoje — e desta vez quem perder vai pra casa

A partir de hoje, 28 de junho, meia temporada de futebol se resolve em uma semana. A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 encerrou na madrugada deste domingo — e com ela, a parte em que era possível errar uma vez e se recuperar. O mata-mata começa hoje, com o confronto entre África do Sul e Canadá em Los Angeles. É a primeira Copa com 48 seleções da história, e o formato criou uma fase inédita: os "16-avos de final", com 32 confrontos eliminatórios antes das oitavas. Quem perder está fora. Sem segunda chance.

O Brasil fechou a fase de grupos em primeiro lugar no Grupo C — sete pontos — após vencer o Haiti, empatar com o Marrocos e derrotar a Escócia por 3 a 0 na última rodada. O próximo jogo é amanhã, segunda (29/6), às 14h, em Houston, contra o Japão, segundo colocado do Grupo F. Um adversário que, em 2022, eliminou Alemanha e Espanha na fase de grupos — e que nunca passou das oitavas de um Mundial.

O que vem depois:

Se o Brasil vencer o Japão: volta a campo em 5 de julho, em Nova Jersey, contra o vencedor de Noruega x Costa do Marfim. Quartas de final: 11 de julho, em Miami. Eventual semifinal: 15 de julho, em Atlanta. A final é no dia 19 de julho, em Nova Jersey — onde o Brasil buscaria o hexacampeonato. O caminho existe. Mas começa amanhã, em Houston, às 14h.

Resumindo: O maior Mundial da história chega ao momento definitivo — e o Brasil entra amanhã contra o Japão, que pode parecer missão fácil no papel, mas já derrubou gigantes antes.


BRASIL

O menor desemprego de maio da história — e por que isso não é só boa notícia

O Brasil acaba de registrar o menor desemprego de um mês de maio desde que o IBGE começou a medir, em 2012. São 5,6% de desocupação no trimestre encerrado em maio — abaixo dos 5,8% do trimestre anterior e dos 6,2% do mesmo período do ano passado. Deveria ser só uma boa notícia. Mas o retrato que a PNAD Contínua de junho trouxe é mais complexo do que o número principal sugere.

Quem está empregado está ganhando mais: o rendimento médio real ficou em R$ 3.726 por mês — 4% acima do ano passado, já descontada a inflação. A massa salarial total chegou a R$ 377 bilhões, crescimento anual de 6,5%. Mas o mercado está criando menos vagas. O número de ocupados caiu levemente na comparação com o trimestre anterior, e nenhum grande setor apresentou crescimento relevante de contratações.

Entendendo:

Quando os salários sobem mais rápido do que a produtividade, o custo do trabalho aumenta. Isso pressiona o preço de serviços — salão, restaurante, reforma, saúde. Como esses serviços são difíceis de automatizar, a inflação de serviços sobe. O Banco Central então mantém os juros altos — hoje em 15% ao ano — para tentar conter esse efeito. Com crédito caro, empresas contratam menos. Um ciclo que se retroalimenta. O desemprego baixo e a renda alta sustentam o consumo, mas criam pressão sobre a inflação que impede o corte de juros que liberaria mais crédito e mais vagas. É o paradoxo do pleno emprego brasileiro de 2026.

Resumindo: O Brasil tem desemprego historicamente baixo e renda crescendo acima da inflação — mas o mercado de trabalho começa a desacelerar a criação de vagas, sinalizando que o ciclo de expansão pode estar chegando ao limite.

PARA NÃO FICAR POR FORA

🔹 O Brasil é taxado em 50% pelos EUA — maior tarifa imposta a uma grande economia da América Latina. Negociações com Washington seguem em andamento, sem acordo firmado. Leia mais

🔹 O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou ter atacado alvos americanos em resposta, e uma delegação do Catar chegou a Teerã para tentar mediar conversas de paz. Leia mais

🔹 Outros confrontos desta semana na Copa 2026: Alemanha x Paraguai, França x Suécia, EUA x Bósnia e Argentina x Cabo Verde — o chaveamento está definido até a final. Leia mais

🔹 A Apple confirmou que iPhone e Apple Watch ficam fora da primeira rodada de reajustes — o aumento ficou concentrado na linha Mac, iPad e Apple TV. Leia mais

🔹 A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro recuou para 37,3% em maio — o menor nível em anos, segundo o IBGE. Ainda assim, 38,3 milhões de trabalhadores não têm carteira assinada. Leia mais

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