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Enquanto a maioria dos brasileiros ainda dormia, Israel bombardeou uma petroquímica no sul do Irã e o preço do petróleo disparou 5% antes do café da manhã. Do outro lado do planeta, a Apple redesenhava a Siri com a inteligência do Google — e Tim Cook encerrava 15 anos no palco com um rapper americano. Segunda-feira escolheu um bom dia para isso.
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⚡ QUICK TAKES
Neste dia: Em 8/6/1949, George Orwell publicou 1984 — o Big Brother virou profecia 77 anos depois.
Para ver: A última WWDC de Tim Cook terminou ao som de um rapper americano — assista ao encerramento histórico no replay oficial da Apple.
Para ler: Datas, grupos, horários e tudo que você precisa saber sobre o Brasil na Copa — guia completo da Exame.
Stat: 15 anos: o tempo de Tim Cook como CEO da Apple. Steve Jobs ficou 14. A era acaba em setembro.
Curiosidade: O Estreito de Ormuz tem apenas 33 km de largura. Por ele passa 20% do petróleo consumido no mundo — e o Irã controla uma das margens.
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NA EDIÇÃO DE HOJE
🍎 Siri virou chatbot — e Tim Cook se despediu no palco pela última vez
🛢️ Israel bombeia petróleo para cima atacando petroquímica iraniana
⚽ Copa do Mundo começa em 3 dias — e o que está em jogo vai além do placar
🇺🇸 US$ 70 bilhões para deportação: Trump ganhou no Senado, falta a Câmara
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TECNOLOGIA
A Siri finalmente cresceu — mas quem fez isso foi o Google
Tim Cook subiu no palco da WWDC 2026 pela última vez como presidente da Apple. Em setembro ele passa o cargo para John Ternus. E a despedida foi à altura: a maior reformulação da Siri desde que ela surgiu, há 15 anos, com o iPhone 4S.
A nova Siri tem interface de conversa — voz e texto, como um aplicativo de mensagens com inteligência artificial. Ela lê a tela do celular, processa documentos, reconhece visualmente o que a câmera está captando em tempo real e faz sugestões dentro de apps como Fotos e Mensagens. Parece muito com o que a concorrência já faz há meses.
Por dentro:
O segredo que a Apple quase não quis dizer: a nova Siri roda sobre os modelos que alimentam o Gemini, do Google. A empresa fechou parceria com Google e Nvidia para turbinar sua plataforma de inteligência artificial — e garante que a privacidade continua intacta. O argumento é que as três empresas chegaram a um padrão comum sobre o que privacidade deve ser. Acredite se quiser. O fato é que a empresa mais fechada do planeta agora depende da infraestrutura de seus maiores concorrentes para entregar o produto mais esperado do ano.
O iOS 27 chega como versão para desenvolvedores ainda hoje, com beta público em julho e lançamento geral no outono. Funciona a partir do iPhone 11. E tem um detalhe que interessa especialmente ao Brasil: segundo o colunista Lauro Jardim, a Apple estaria negociando com o Cade — o órgão antitruste brasileiro — para liberar o pagamento por aproximação via Pix nos celulares da marca. Nenhum outro país do mundo tem Pix. Isso seria exclusivo.
Resumindo: A Apple não inventou o futuro hoje — ela finalmente chegou ao presente, com a ajuda do Google.
MUNDO
Dia 100 de guerra: Israel ataca petroquímica e o petróleo dispara quase 5%
Quase US$ 97. Foi para lá que o barril de petróleo Brent — o mais negociado do mundo — disparou nesta segunda-feira depois que Israel atingiu o complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã. A empresa Karoon, que opera a instalação, confirmou "danos parciais". O governo iraniano chamou de ataque ao setor energético civil.
É o primeiro ataque israelense a uma instalação de energia iraniana desde o cessar-fogo de 8 de abril — e acontece exatamente no 100º dia do conflito que começou em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã. O Irã respondeu lançando 11 mísseis contra Israel; o exército israelense disse ter interceptado todos. Explosões foram confirmadas em Jerusalém pela agência AFP. Os Houthis do Iêmen, aliados do Irã, prometeram bloquear a navegação israelense no Mar Vermelho.
Trump ligou para Netanyahu e pediu que parasse os ataques — palavrão incluído, segundo relatos. Disse que "estamos perto de fazer algo bom em termos de acordo." Mas Israel atacou assim mesmo. O Irã, por sua vez, anunciou a suspensão das operações ofensivas logo depois — mas avisou que qualquer novo ataque terá resposta mais dura.
No contexto maior:
A guerra entre EUA-Israel e Irã já foi descrita como a maior perturbação no fornecimento mundial de energia desde os anos 1970. O Estreito de Ormuz — controlado parcialmente pelo Irã — é o corredor por onde passa 20% do petróleo consumido no planeta. Cada escalada empurra preços de combustíveis para cima no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde o petróleo é componente direto no custo da gasolina.
Resumindo: Irã e Israel romperam o cessar-fogo no centésimo dia, o petróleo subiu quase 5% e agora o mundo espera para ver se Trump consegue recolocar os dois na mesa.
ESPORTES
A maior Copa da história começa em 3 dias — e a FIFA quer US$ 11 bilhões
Na quinta-feira, 11 de junho, o México recebe a África do Sul no Estádio Azteca e a Copa do Mundo 2026 começa. São 48 seleções, 104 jogos, 16 cidades em 3 países — Estados Unidos, México e Canadá. A cerimônia de abertura às 14h30 (horário de Brasília) terá J Balvin, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla. Vai ser grande.
O Brasil estreia no sábado, 13 de junho, às 19h, contra o Marrocos, em jogo do Grupo C — que também tem Haiti e Escócia. Ancelotti ainda avalia a recuperação de Neymar. Paquetá e Igor Thiago devem começar jogando.
Os números:
🔴 US$ 11 bilhões: receita que a FIFA projeta com a Copa — recorde histórico da entidade.
🔴 104 jogos: o dobro das Copas com 32 seleções — o torneio durou 64 jogos em 2022.
🔴 Preços abusivos: hotéis e transportes nas cidades-sede estão entre as principais críticas de torcedores e entidades de consumidores.
Para quem vai acompanhar do Brasil, o torneio começa no horário nobre e vai até o fim de julho. O formato com 48 seleções significa mais jogos, mais grupos, mais repescagens — e mais chances de surpresas. A Exame compilou datas, grupos e horários de todos os jogos do Brasil. Resumindo: É a Copa mais cara, mais longa e mais lucrativa da história — e começa na quinta-feira.
MUNDO
US$ 70 bilhões aprovados para deportar: Trump venceu no Senado
R$ 352 bilhões. É o quanto o Senado dos Estados Unidos aprovou, por 52 votos a 47, para financiar a política de imigração de Donald Trump pelos próximos três anos — até o fim do mandato, em 2029. O dinheiro vai para o serviço de imigração americano e para a Patrulha da Fronteira. Nenhum democrata votou a favor. Uma republicana, a senadora Lisa Murkowski, foi contra.
A aprovação, que aconteceu na madrugada de sexta-feira (5), foi uma vitória importante para Trump depois de meses de disputa legislativa. A votação revelou também rachadas no Partido Republicano: alguns senadores tentaram barrar um fundo de US$ 1,8 bilhão que poderia compensar aliados políticos de Trump por "perseguição injusta" de governos anteriores — inclusive pessoas condenadas pelo ataque ao Capitólio em 2021. O procurador-geral interino prometeu não usar o fundo. Trump não prometeu nada.
O projeto agora vai para a Câmara dos Representantes, onde líderes republicanos planejam votar ainda esta semana para enviar à sanção de Trump. Os democratas argumentam que o governo prioriza deportações enquanto a inflação corrói o poder de compra das famílias americanas — e que é esse o debate que vai definir as eleições de meio de mandato.
Para o Brasil, a consequência prática já está acontecendo: o ICE — sigla para o serviço de imigração americano — intensificou operações contra comunidades brasileiras em estados como Massachusetts e Florida. Com mais dinheiro garantido por três anos, essa pressão não vai diminuir.
Resumindo: Trump tem o dinheiro, tem o Senado — e agora espera a Câmara assinar para que a maior operação de deportação da história americana ganhe combustível por mais três anos.
PARA NÃO FICAR POR FORA
🔹 O Irã anunciou a suspensão das operações ofensivas após os ataques cruzados desta segunda — mas avisou que responderá "de forma mais dura" a qualquer novo ataque israelense. Leia mais
🔹 O Greenpeace Brasil publicou relatório apontando que 98 permissões de garimpo irregulares resultaram na comercialização de 25,3 toneladas de ouro ilegal, avaliadas em R$ 18,4 bilhões — extraídas principalmente de terras indígenas na Amazônia. Leia mais
🔹 A Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe embargos ambientais baseados apenas em imagens de satélite, sem fiscalização presencial — o texto agora segue para o Senado. Ambientalistas alertam que mais de 90% dos desmatamentos na Amazônia são detectados por monitoramento remoto. Leia mais
🔹 Eduardo Paes lidera nova pesquisa para o governo do Rio de Janeiro nas eleições de outubro. O prefeito aparece à frente na disputa pelo estado, segundo o Jornal do Brasil.
🔹 Na Colômbia, o segundo turno das eleições presidenciais está definido — extrema direita e esquerda se enfrentarão na disputa final pelo governo do país. |